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Quinta-feira, Março 18, 2010 |
THAT'S ALL FOLKS!!!
THE END.
| Postado por Laila Razzo
às 4:56 AM |
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Quarta-feira, Agosto 26, 2009 |
Meio Que Muito
Moleque travesso, traquinas e danado, subiu no muro da casa ao lado da casa ao lado do meu prédio. E ficou lá, balançando as pernas magrelas involuntariamente.
Quando o fez, o vigia da rua logo se aprumou, levantou de sua cadeira meio que praiana, feita de canudos de plástico azul índigo, quase puxando a arma do cinto. Mas o menino ficara em cima do muro, não invadira propriedade de ninguém. Onde estava a lei que proibia subir em muro alheio? Pigarreou, tirando a mão do cinto da arma e levando-a ao bucho saliente, acariciou-o duas vezes em círculos, como uma grávida, e andou em direção ao menino que sentado lá no alto, não percebera o alvoroço atrapalhado do homem.
- Desça daí, moleque! – bradou o buchudo.
O menino fitou-o com uma incredulidade ensaiada, com os olhos meio que saltando, meio que enchendo de lágrimas.
- Não adianta fazer bico, moleque danado! Desça já daí! – continuou o vigia em seu cacoete meio que lordose, meio que cigarro.
- Onde está a lei que proíbe subir em muro alheio? – levantou uma sobrancelha atrevida, o moleque de joelhos ralados e pés descalços.
- Ora, mas que atrevido... Sua mãe não lhe ensinou a respeitar os mais velhos? – o lordosento fumante buchudo colocou a mão no que era pra ser sua cintura, meio que pra mostrar impaciência, mas era mesmo meio que muito cansaço de passar o tempo todo sentado.
- Me deixe! Não estou fazendo mal a ninguém!
O homem não tinha o que argumentar. Um silêncio de cinco segundos abriu o vão necessário para o moleque voltar a fitar o horizonte, descontrair as pernas e deixá-las balançar novamente.
- Menino... Mas por que tu subiste aí afinal de contas hein? Não vê que é perigoso? Podes cair e quebrar a cabeça!
O moleque magricela e mal-cuidado como era, meio que de rua, soltou um esboço de riso irônico, daqueles que duram um segundo, mordendo a língua torcida na boca. Esperou o vigia chamar-lhe atenção mais uma vez em vão. Ele só ficou parado ali embaixo, meio que simulando paciência, meio que querendo vencer pela pressão da disponibilidade. E venceu.
A expressão do menino sumira, a face tornara-se pedra de estátua que nem ri, nem chora, nem posa, meio que todo dentro de si, muito adulto para sua miudeza. E foi nessa hora que cheguei para ouvir.
- Eu só queria ver como eram as coisas daqui de cima. – confessou meio que envergonhado, meio que receoso.
O vigia continuou encarando-o como se aquilo não fosse suficiente.
- Daqui, quando o senhor olha pra mim daí de baixo, vejo só a bolota do teu nariz, preso em outra bolota que é a tua cabeça, preso em outra bolota que é o teu bucho. As pernas eu não vejo, só os sapatos pretos. – o moleque desatou a gargalhar, mas como o vigia não o acompanhou, enfatizou – É engraçado!
Agora, o buchudo pendia a cabeça pro lado e deixava as pálpebras caírem até a metade dos olhos, meio que de descrença, meio que como quem acha tudo uma grande baboseira.
- E o sol está se pondo e é tudo muito rápido, então, com licença – levantou a cabeça novamente para o infinito e dessa vez as pernas não voltaram a balançar, tenso como estava.
- Se você não descer daí agora, vou ter que te puxar pelos tornozelos – tentou ameaçá-lo o buchudo, mas sua voz meio que de cigarro estava mais para de algodão.
O moleque, sem desviar o olhar, balançou as pernas voluntariamente, meio que provocação, meio que motivação.
Suspirando audivelmente, o vigia se deu o trabalho de ir à casa “opegado” e pedir a escada do pedreiro. Enquanto ele vinha, com a lordose mais acentuada que nunca, o bucho estufado como sempre, o menino deu uma olhadela rápida sem movimentar um único músculo exceto um sorriso sem dentes, meio que invisível, meio que ilusão minha.
E o buchudo encostou a escada no muro e pediu mais uma vez para o moleque descer. Ignorado, verificou a segurança de subir, e no segundo degrau parou para olhar para cima, meio que com medo do menino empurrá-la, meio que com expressão de “ouse fazer isso”. E arfando, subiu.
- Vamos. Se faça de macaco nas minhas costas, é seguro.
- Não estou com medo – o menino ainda não o olhava, sempre fitando o horizonte, e ignorou seu pedido mais uma vez.
Esticando o braço para agarrar o do menino, se desequilibrou. E sem nem estremecer, o moleque segurou a escada, meio que super-herói, meio que em transe. No impulso de salvar-se de uma queda que lhe quebraria a bacia, o fêmur e talvez a coluna, o homem deixou o bucho pesar para frente, segurando-se no muro. Como tremia sem parar, sentou-se ao lado do menino que continuava imóvel, pernas tensas, rosto sem nenhum esboço. E sentou-se cabisbaixo, velho, meio que vencido, meio que cansado. Até que levantou o olhar, meio que tímido, meio que curioso.
O moleque travesso, traquinas e danado, que levantava sobrancelhas atrevidas e vestia pés descalços, que deixava as pernas magrelas balançarem involuntariamente, e às vezes as balançava meio que provocação, meio que motivação, com os joelhos ralados, mal-cuidado como era, meio que de rua, que ensaiava olhos meio que saltando, meio cheio de lágrimas e que tinha risos de ironia de um segundo e de vez em quando parecia estátua, muito adulto para sua miudeza, retoricamente perguntou:
- É bonito, né?
O vigia, armado, com um bucho que acariciava em círculos duas vezes como grávida, fumante, com lordose acentuada, que às vezes segurava onde era pra ser sua cintura de cansaço de ficar tanto tempo sentado em sua cadeira meio que praiana, feita de canudos de plástico azul índigo e que após ralhar tentava vencer pela atitude meio que disponibilidade, meio que paciência, com a voz de algodão que de vez em quando sobrepunha o seu cacoete de cigarro, respondeu sem necessidade:
- É meio que... Muito.
E eu nunca havia esquecido a pressa de entrar com o carro no prédio antes do portão abrir por completo ou subir pelo elevador me reclamando do cansaço do trabalho pela minha expressão azeda ou chegar largando as coisas no sofá como se houvesse alguém para fazer birra. Nesse dia, eu meio que esqueci.
| Postado por Laila Razzo
às 12:01 PM |
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Segunda-feira, Agosto 10, 2009 |
A fear: what if my art never means anything to anyone but myself?
Nada mais precisa ser dito, e, ainda assim, é tanto o que borbulha na minha cabeça agora, acerca dessa frase que chegou a mim do nada, que não seria bom deixar implodir.
Arte é sempre uma coisa muito solitária, partindo dos aspectos mais óbvios como o de que arte é o que se acha que é, ser sempre algo particular, apesar de muitos verem arte como, não um conceito, mas exemplos do que pode sê-la dentre as várias escolas. Não posso virar as costas para essa arte jogada na cara, mas também não consigo vê-la apenas como isso. Eu vejo um conceito, possivelmente vago, mas o mais próximo da realidade da arte. Arte, como eu vejo, seria qualquer coisa, realmente.
Uma vez, um amigo descreveu arte como tudo aquilo que proporciona entretenimento. Não concordo com o "tudo aquilo", muita coisa que entretem pode vir apenas de técnicas postas juntas em uma regra infalível na forma mais fria e mecânica, e bom, eu custo a acreditar em uma arte sem sentimento, sem profundidade. Ela pode até existir, mas não é nada além do produto de um cálculo. O pioneiro naquilo, pelo fato de ter passado pela dificuldade e pelas tentativas de espremer leite de pedra com simples criatividade e percepção aguçada, possa ser considerado um artista talvez, livrando-se de toda a culpa de seguirem sua fórmula com um âmbito impuro. Creio que uma parcela dessa confusão em relação a arte se dá pelo fato de inteligência ser sempre confundida com ela, assim como aspectos revolucionários e rebeldes. Apesar de não poder virar as costas para feitos inventivos e inovadores, não consigo considerar um excelente estrategista como artista, assim como seu estratagema não seria uma obra-prima. Criar nem sempre é sinônimo de fazer arte.
Por outro lado, ainda fica em mim uma interrogação, pois o que eu sinto em relação ao que é produzido por pessoas do alto de sua sagacidade, seja o que for, me causa a mesma admiração e até dá vontade de exclamar: "ESSA CRIATURA É UM(A) ARTISTA!". Provavelmente, a tentativa de conceituar arte e artista é só uma necessidade de elitização. Elitizar é enxugar até que fiquem gatos pingados merecedores de uma supervalorização. Mas e Seu Zé da esquina, feirante e miserável de educação, que um dia acordou com uma angústia enorme no peito pensando que, se pudesse, iria pra bem longe daqui e que seus olhos de catarata pudessem reproduzir imagens dignas para ficar na memória e resolveu fazer uma águia de sucata pra pendurar na porta de casa? Ele é menos valorizado por que?
Mas como se pode abrir essa discussão se já no início está concluída? Arte, afinal, é tudo o que se quer que seja, é tudo o que, para ti, em algum momento, parece-te arte. Fica claro que a arte para mim, mesmo já armada de um conceito principal, ainda é nebulosa e variável, e essa ainda é, e creio que sempre será, a melhor forma de vê-la. A arte é irrevogavelmente vaga, e sempre bela, mesmo quando mórbida.
Sendo ela algo tão íntimo e particular, as pessoas ao teu redor seriam realmente capazes de apreciar o que tu fazes que considera arte? Um conceito teria que ser exposto para que a compreendessem? Mas, o que é arte não é para falar por si só?
Eu e Seu Zé da esquina com o sonho de outro mundo e olhos de águia estamos no mesmo barco. Esperando que alguém bote fé.
| Postado por Laila Razzo
às 5:03 AM |
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Quarta-feira, Maio 27, 2009 |
testando templates forever...
| Postado por Laila Razzo
às 5:26 PM |
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Sexta-feira, Maio 15, 2009 |
deleted by author.
| Postado por Laila Razzo
às 7:58 AM |
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Segunda-feira, Maio 11, 2009 |
A página em branco é infinita na minha vida. Mas não na minha mente...
UNDER CONSTRUCTION.
| Postado por Laila Razzo
às 4:46 AM |
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Segunda-feira, Março 09, 2009 |
Estava eu no aeroporto de Guarulhos na sala de embarque com uma horinha pra gastar. Devassa era o lugar. Nunca tinha entrado lá, só curiado do lado de fora. Na verdade, acho que nunca tinha tido tempo suficiente pra entrar e passar algum tempo dentro do estabelecimento. Ansiando por fumar um cigarro, entrei.
Apesar dos preços serem bem avantajados, não dava para notificá-los pelo lado de fora. Eu queria só fumar um cigarro, mas minha boa educação e meus bons modos me falaram desde o princípio para consumir alguma coisa. Distraidamente passei os olhos pelo cardápio no display... E logo me virei para o refrigerador de bebidas e fui direto no toddynho. R$4,50. Li umas três vezes essa rápida mensagem: quatro e cinquenta, quatro e cinquenta, quatro reais e cinquenta centavos. Pulei pras bebidas de cima, cervejas, refrigerantes, chás, sucos... E a cada um que percorria minha visão uma nova facada era dada. Recaí meus olhos para uma humilde garrafinha d´água, como um prêmio de consolação. E que consolação cara, logo percebi.
Peguei a água de três e cinquenta com seus míseros meio litro, sendo generosa, porque com certeza era uma coisa das famosas três centenas, umas quatro dezenas e mais cômicas unidades de ml, como um 7. Me dirigi ao caixa. Paguei e perguntei pra moça se não tinha fósforos.
- Pra vender?
- Não, de graça mesmo?
Não consegui engolir a interrogação, muito menos a minha expressão de "só o que faltava" mas venci o impulso de falar: não, de brinde... pode ser?
E a moça logo disse: não não... tem sim. E me deu a caixinha.
Fui me sentar no canto do aposento com minha aguinha filtrada por lâminas de ouro para fumar meu marlboro light cercada de displays do dunhill carlton ocasionando em mim a estranha impressão de que eu tava fumando o cigarro errado (a publicidade é linda).
No fim da minha água e do cigarro, cercada de pessoas encervejadas, incluindo um senhor de voz esganiçada que já devia tá bebendo o terceiro copinho de 300 ml do chopp de lá (o que me deu uma vontade quase imbatível de chegar pra ele e falar que se ele tivesse pedido duas de meio litro teria sido mais proveitoso em custo-benefício) e no meio de uma discussão sobre nomes de agências percorri o caminho de volta à porta, mas antes devolvi a caixinha de fósforos devido ao meu bom senso de saber que era apenas emprestada, e saí de lá.
Esse é um exemplo de um local explorador monetário para fumantes atribuídos de bons modos. Realmente devasso. E é isso que ocasiona o monopólio. Não de garrafas de água de seus 347 ml, porque à dez passos dali eu compraria uma igualzinha por no máximo dois reais. Mas de área para fumantes. E depois dizem que fumantes são seres nojentos e mal educados... Eu digo: educadíssimos, explorados e indo à falência.
| Postado por Laila Razzo
às 5:04 AM |
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Sexta-feira, Janeiro 30, 2009 |
Sonhos de criança, que cresceram, e querem uma Amy Winehouse nacional para se ORGULHAREM.
Quando pequenos éramos uns etzinhos malucos para conhecer o Sandy&Jr (já que não sei individualizar duplas, e no caso quero dizer os dois mesmo, mas cada um no seu cada qual!). Dançar os power rangers têm a força, sendo que quem tem mesmo é o He-man, era uma alegria só, assim como o beijo é bom mais que mil é mais que bom [e hoje querendo o resto], abra a porta mariquinha [corna total] etc etc etc.
Aí eles crescem, o tal Sandy&Jr, e acabam. Graças à Deus, Beuz, Zeus, (alguns de) nós dizemos. Mas, acredito que cada um de nós tem um desejo secreto de vê-los à todo vapor novamente, e com sorte, em novas personas.
Quantas pessoas já não torceram pro Nelson Rubens anunciar que OK OK OK JR DO SANDY&JR É GAY, VEJA A SEGUIR e dá-lhe mãozinha pro lado como sinalizador de aeroporto? Às vezes me pego no anseio disso, não mentirei. Me sentiria tão mais leve e tão menos preocupada e não faria alarde e nem riria e nem diria EU JÁ SABIA... É tudo só preo-cu-pação de verem as pessoas felizes com o que são, juro! Cof.
Mas o Sandy&JR sempre foi tão background que qualquer notícia do tipo seria menos do que os 15 SEGUNDOS de fama habituais do pobre coitado a cada apresentação, entrevista ou clipe. Mas já a SANDY&Jr...
Essa eu sonho que vire a tal Amy Winehouse brasileira, assim, sem querer o pior, nem que ela vá pra reabilitação e tenha overdoses, mas assim... Seria tão legal... Tipo: Sandy começa a puxar um fumo com seu marido da família tocadora de tudo que é instrumento, puxa tanto fumo e acha tudo tão lindo que escarafuncha as cordas vocais deixando-as tão àsperas que precisa parar com o cachimbo da paz com o intuito de ainda falar na vida. Ficando com a voz grossa como a de um traveco que esqueceu que tinha que fingir, ela iria cantar e cantar e beber pra passar a dor da distância entre sua alma e a paz de espírito da diamba. Ficaria tão louca e desesperada que concluiria: tá na hora de explorar outra parte do meu corpo, o nariz. E cheiro pra lá, cheiro pra cá, sniff sniff sniff, sairia de casa com trapos de roupa e um ninho de sebo na cabeça e diria para um paparazzi: "Chitãozinho&Xoróróróró (não sei individualizar duplas, nem ela) querem me levar pra reabilitação mas eu disse não... não... não".
Desta humilde forma, Sandy&Jr voltariam com tudo, cada um com suas experiências de descobrirem-se como são e finalmente fariam uma letra na vida ao invés de pegarem um mega sucesso de Laura Pausini. E Sandy&JR iria tocar bateria e SANDY&Jr iria ter um vozerão cantando e falando bluesalmente sobre suas experiências com o pecado, assim, imoral, suja e cool.
Na teoria daria dinheiro e muita, muita, muita polêmica. Mas como o povo brasileiro é bem bonzinho e não ia querer ver a queridinha SANDY&jr (Sandy&JR que se foda, quem se importa?) tão insandecida e adepta de um rock 'n' roll lifestyle, iam fazer passeatas, tumultos e manifestações para parar a pobre coitada agora cantando sem miar, agora com atitude e agora com estilo, que não, não daria rios de dinheiro. E as mesmas pessoinhas super contra Sandy&Jr revoltados iriam continuar alimentando o fenômeno Amy Winehouse e achando tudo um máximo. Viu como a vida é injusta até pros filhos de Chitãozinho&Xororó? (Vide Vanessa Camargo, filha de Zezé di Camargo&Luciano).
Como não daria certo mesmo, to apostando minhas fichas na Maísa, quero ver o raio que essa criaturinha não vai ser quando crescer mais uns centímetros (ou metros)... Tornaria-se Maísa a Maysa, bar em bar, bar em bar? E se nem isso vingar, só posso concluir que já tivemos nossa Amy Winehouse brasileira... A própria Maysa, bêbada, teimosa e cheia de síndromes, mas ainda, sem falar nenhumzinho What the fuck em suas letras. Triste.
| Postado por Laila Razzo
às 3:38 AM |
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Our lives begin to end the day we become silent about things that matter M. L. K.
/quem/
Laila.
Razzo é pseudosobrenome.
2, Dezembro, 1988.
Nosce te ipsum eterno.
/outro hobby/
/blogosfera/
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Aritanna Varney
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