I don´t do drugs. I am drugs.
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[Domingo, Outubro 28, 2007]
Todo mundo virou metido.
IMPRESSIONANTE.
Todo mundo é metido. Se não for metido é "tosco" e "sem personalidade". Por isso que viraram metidos.
Ser metido virou ter personalidade, ser ALGUÉM.
Ou seja, estão vulgarizando o TER personalidade, meu deus.
Tão achando ser alguém porque empinam o nariz, meu deus. E acham que ser míope de graça é lindo. Porque quando é de verdade é feio né, é probrema.
Ser intelectualóide também é uma tendência da década. Todo mundo sabe de tudo, lê tudo e assiste à filmes poloneses.
E essa internet e seus pequenos endereços para um lugar ao sol.
Armas para a metidez. Todo mundo quer tá na mídia. Todo mundo é star. Mas ninguém brilha, meu deus.
Todos são opacos e metem o bedelho abertamente na vida de todos, meu deus.
E sejam bem-vindos à Era dos Zumbis Kissiashaun!
Alienação high class e cinco estrelinhas sem cor na lapela da farda de morto-vivo.
Tudo que o mundo pediu à Deus, meu deus.
Tudo o que eu acho uma grande bosta, meu deus.
Uma GRANDE... BOSTA.
MEU DEUS...
[Terça-feira, Outubro 23, 2007]
Tópico na comunidade: Filosofia de Merda
Na aula de Filosofia um cap. de Filosofia de Merda
Professora comenta sobre a frase: Penso, logo existo.
E LOGO também não pude controlar meu anseio cocológico que vocês bem conhecem...
Enfimmmm, disse: Assim como "Cago, logo existo".
Deixando bem claro que eu falei após ela ter deixado eu falar. Sou uma pessoa educada. Mas não me dê liberdade se você não gosta de cocô. Quem não gosta de cocô, amigo meu não é. É... mais ou menos assim.
Quando ela percebeu que eu gostava do assunto ela quis questionar o porquê disso. OKAY.
Aí que vem A ACUSAÇÃO *drama queen*. Após comentar sobre a fase anal em que o bebê passa a ter uma relação bem íntima com suas próprias fezes ao sentir puro prazer em concebê-las e ao pegar, amassar, fazer um tratamento estético de lama cocozenta, meter na boca e afins, ela questionou a possibilidade de que talvez eu não tivesse tido isso. LOGO, nunca passei da fase. LOGO, minha fascinação contínua.
Gente, a professora achava que se eu tivesse pego o cocô, me lambregado todinha de bosta e sujasse minha gengiva e meus poucos dentinhos de leite eu seria uma pessoa menos aficcionada. Será?
Creio que ela estava apenas FILOSOFANDO, mas é pra isso que se tá aqui e qualquer coisa é aceitável. Assim como o SEU VOTO e SUA OPINIÃO. (Eu sou a Cocozenta e meu número é 99! ¬¬)
Deixar seu filho ter uma íntima relação com suas próprias fezes o faria uma pessoa melhor?
Se eu tivesse tido a oportunidade de, enquanto bebê, ficar nuazona e cagando tudo e interagindo com minhas bolotinhas "merdíocres", hoje em dia seria uma pessoa melhor? Seria eu alguém livre de indagações sobre o barroso, o linguição, o cabritex e afins?
Oh, dúvida cruel...
Dê sua opinião em: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30632222
[Domingo, Outubro 14, 2007]
E aí que convidaram você e seu namorado(a) pra um casamento. Casal de "mininovo", não tem essas roupas e tal... Beleza. Fui praticamente com uma combinação toda de mamãe e ele foi com seu único terno.
Chegando lá, estávamos superarrumados. Pouca gente no casório, e eu com uma blusa de gola felpuda, um ARRAZZO. Me senti uma bicha.
Chegamos e já tinha começado a cerimônia, entramos e nos sentamos no banco de mais fácil acesso. Depois de segundos ele percebe: estamos do lado da noiva.
O que fazer?!?!?!!?!
Não dava pra mudar. O casal de mininovo, todo arrumado, meu salto toc-toc ia ser logo um esparra imenso. Não, ficamos do lado da noiva. E o lado do noivo, no máximo quinze pessoas. Dava até dor no coração da gente tá fazendo parte do lado da noiva que tava quase todo lotado... Quando terminou a cerimônia, era pra levantar pra cumprimentar o casal, a gente levantou rapidinho, e foi se sentar do outro lado. Só pra dizer que a gente tinha feito nossa parte... heuhauehuaheuhaueahuea Dois idiotas.
Depois teve uma coisinha na casa do noivo, fomos lá, comi uns negocinhos que tinham lá até beliscar parede e tava uma verdadeira tagarela. Mas ELE queria mais era que a bicha conhecida sentasse na nossa mesa de apenas duas pessoas, para que, digamos, ficasse mais divertido. No fim de tudo, me vi, eu e a bicha conhecida, trocando figurinhas parisienses HUAHAUHAUAHAUAHUAHAUAHUA Entrei na da bicha metida (não deixando de ser gente boinha) e aquela coisa felpuda na minha gola me deu uma força assim... sobrenatural! E virei uma bi-cho-na falando de PARRÍ. Quase pari.
Tudo acabou na praia, só os amigos jovens do casal que eu não conhecia e eu trocando palavras por causa da cerveja e comprando um azulejo pintado com uma paisagem que ainda tava molhada. Tenho praticamente todas as digitais do povo da mesa com seus "xovê". Pronto, marcado pra história.
[Quarta-feira, Outubro 10, 2007]
Fui ao salão e tentei assentar a minha camada fuá de cabelo mais uma vez, não adiantou. E repica e repica de lá e de cá quando surge um dos "dramas" da minha infância. Raphaela com ph. Se não me engano ainda tem dois l´s.
Raphaela com ph e talvez dois l´s foi uma criança feliz que se mudou para o meu condomínio em um belo outono. Bom, se era ou não era outono, dane-se, mas que fica bonito falar assim, fica, mesmo que onde eu more nem evidência de estação do ano se tem, é só chuva ou sol, ou seja, mormaço ou escaldante.
Lailinha era um utensílio de free-lanches e video-game all day. Todos me "amavam", lógico. Me amavam tanto que queriam brincar de Violeta comigo. Pra quem não sabe, Violeta é dona de tudo e todos, tudo pertence à ela, e quando alguém tem a ousadia de falar que o objeto é seu, a pessoa insiquidora toma o seu pertence. Brincadeira saudável...
Eu, como sempre fui ousada, DÍSSIMA, era burra suficiente de sempre responder "EU" quando alguém com quem eu tinha ligado o Violeta (ou seja, pacto do dedo mindinho) perguntava de quem era o MEU brinquedo. E assim foi... "De quem é isso?" "É meu..." "Não, é de Violeta" e a pessoa tomava a MINHA coisa e levava pra casa.
Num desses belos dias de outono veio a pergunta no meio de uma brincadeira de Barbie, e foi logo uma pergunta canalha: "de quem são essas duas barbies aqui?" "são minhas", bye barbies.
Não consegui parar de pensar nas barbies levadas... Idéia brilhante surge na minha cabeça, POP. "Vou interfonar..." Não tava em casa, ótimo, vou só avisar que vou lá pegar uns brinquedos que esqueci outro dia... "Ok!". Fui lá, peguei as minhas bonecas, agradeci à empregada e voltei pra casa, feliz. Mas... quando foi de noite... interfonam pra cá. Era Raphaela com ph e talvez dois l´s GRITANDO LOUCA no telefone quase sem ar porque eu tinha levado as bonecas. "Vou aí agora!!!!!!!!!!!!! Quero MINHAS bonecas de volta". Tava chovendo horrores esse dia e ela chegou aqui em casa toda molhada. Não, isso não é pra ajudar no drama, mas pelo menos é assim que eu lembro do incidente. Entrou aqui em casa como se tivesse marchando pra guerra, cruzes, ainda me lembro da cara de demônio. E chegamos num consenso, que eu daria uma barbie pra ela, mas aquelas lá não dava porque eu gostava muito delas, eram minhas preferidas. Tá, ela engoliu e vazou.
De oooooutra vez brincávamos de casinha e lá veio a famosa pergunta "De quem é isso aqui?" e foi-se minha boneca de colo, era a boneca de bebê mais bonita, a mais real... Mas logo consegui pegar Raphaela com ph e talvez dois l´s... "De quem é isso aqui?" "É meu", na-na-ni-na-não, era de Violeta, querida. Agora é MEU! E foi um triunfo... tinha acabado de tomar na base da violetisse um amarrador de listras preto e brancas. Isso, uma boneca contra um amarrador, e mesmo assim pra mim tava ok, afinal de contas UMA VEZ NA VIDA tinha tomado alguma coisa de Raphaela com ph e talvez dois l´s, e o amarrador de cabelo era bem jeitosinho, mesmo que velho e surrado. Eu sempre vi graça nas coisas que não tem muita, que ORGULHO.
No dia seguinte... Raphaela com ph e talvez dois l´s bate aqui em casa trazendo minha boneca e alegou que não queria mais, que eu podia ficar. Nessa, acho que honesta como sou, perguntei se ela queria o amarrador de volta, ela disse com uma pressa exagerada de ir embora que eu podia ficar com o amarrador. Ok, tava um sorriso só.
Dias depois... a filha da empregada de lá que sempre brincava com a gente veio aqui conversar comigo. Uma menina de 9 anos indo na casa da outra pra CONVERSAR. Lembro da gente sentada na mesona da sala e ela me contando as coisas estapafúrdias de Raphaela com ph e talvez dois l´s... Visualizaram uma conversa de gente grande quando uma amiga vai pra casa da outra pra falar de uma outra amiga em comum que tá pirando o cabeção demais? Pois é.
A menina me contou que Raphaella com ph e talvez dois l´s só falava de vim aqui pra comer à vontade, jogar no meu super nintendo, brincar com os meus brinquedos e quem sabe tomá-los à mando de Violeta. Fiquei PASSADA... E aí que surge O Mistério da Boneca Devolvida. Dizendo ela, na noite que antecedeu a devolução da boneca o pessoalzinho do prédio dormiu na casa de Raphaela com ph e talvez dois l´s. E que no meio da noite o menino travesso e violento (uma vez pegou uma corda IMENSA de laçar boi pra me bater, mas não conseguiu) havia acordado todo arranhado com a boneca em cima dele. Tchanram. Não é lindo? A boneca foi leal à mim, agiu como o chapéu seletor para os verdadeiros hogwartianos! (Quem saca, saca).
Eu lembro que eu nem acreditei muito na história, mas achei legal acreditar... Quem não acharia?
Diz uma lenda que essa boneca ainda tá aqui no meu quarto, numa redoma em cima de um altar... Bom, bem que ela merece!
[Segunda-feira, Outubro 08, 2007]
Pessoas-sigla.
Pessoas-sigla são pessoas facilmente rotuladas, uma pequena sigla basta. Afinal de contas, quem não conhece um f.d.p.?
A palavras "sigla" repetida diversas vezes e rapidamente dá um esboço de: "Se liga!". Não visualizaram um panfleto entitulado "PESSOAS-SIGLA" e logo abaixo um descontraído e mais ou menos diagonal: "Se liga!" ? Justamente.
Resumindo... Pessoas-sigla = p.n. Não são porra nenhuma!
fonte: conversa eu/Ananda.
Só pra constar...
[Sábado, Outubro 06, 2007]
Mulheres têm complexo de curandeira, especialmente com homens. Não quando a criatura se machuca e sai sanguinho não. Mas quando a criatura consegue grotescamente arrancar parte de nós. E o que as mulhézinha jumenta pensam: eu entendo, eu entendo, ele vai mudar, eu vou mostrar pra ele, eu sei que ele me ama, ele só tem que aprender como se faz...
Curar moribundo só milagre, meninas. Então, parem com isso.
Aaaaaah, mas o seu amor é tão forte, capaz de tudo...
Não é bem assim... O amor é algo muito importante para uma segunda pessoa, se sentir amado é maravilhoso, mas e daí? Se a pessoa não quiser mudar ela não vai mudar. Até porque depois de um tempo esse grande amor que você devota pra ele passa a ser normal, cotidiano, logo, sem graça. Quando ele pensa que perdeu aí é outra história! Uma história linda... tem até choro com catarro.
Relacionamentos são um verdadeiro enigma. São realmente pra durar pra sempre? Até quando tudo se transforma na simples comodidade e no medo de não encontrar outro alguém? Até quando você ama no presente e depois passa a amar no passado?
Você acha ridículo certos tipinhos de casal. Saem pra comer e cada um parece achar mais graça no processo de corta/come - corta/come. do que no outro. De repente você também vira esse casal.
E quando tudo cai, fica tudo meio pálido, meio nada... quem se culpa? A mulher.
A mulher tem que tá gostosa, tem que ajeitar o cabelo, ter novos biriliquins, roupas, depilar-se, ajeitar a porra da sobrancelha que sempre tem um pêlo aparecendo e depois ainda tem que saber levar reclamação de demora.
A mulher tem que amar incondicionalmente e ainda assim saber rebolar e mostrar que o homem não é tudo na sua vida porque senão vira cotidiano. Desvaloriza, fica sem graça, fica uma desgraça. Engraçado, não? Díssimo.
A mulher tem que saber cozinhar, limpar, agir como fêmea, sim senhor. Voltamos ao século 40. Quem disse que um dia saímos?
Agora, imagina essa criatura fêmea humana com isso tudo na cabeça levando uma relação nas costas? Ela pensa que consegue hehehe. Adooooro o pensamento positivo.
Parafraseando Carrie Bradshaw: "The most exciting, challenging and significant relationship of all is the one you have with yourself..And if you find someone to love the YOU you love..well, that's just fabulous!" E não é?
[Quinta-feira, Outubro 04, 2007]
Razzo Zone.
Aberto 24 horas.
E péssimos efeitos photoshopais.
Seja bem vindo e volte sempre.
[Terça-feira, Outubro 02, 2007]
Hoje foi um famoso dia-nada. Onde o stress do "sou muda porque ninguém escuta", e não por não usar minhas cordas vocais, imperaram. Exagero, talvez. Eu sou exagerada e dramática. Melhor ir logo ser atriz?
A intolerância ajuda nesse stress. Intolerância e ansiedade. Ansiedade pelo o quê eu não sei, apesar de ter milhões de coisas pra fazer eu não sei como me focar. Ansiedade que me faz o monstro da geladeira. E meu quarto continua uma bagunça... Nem conseguir dormir agora eu consigo. Já desliguei e liguei o computador diversas vezes.
Eu to me dizendo: "deixa só terminar essas provas que eu ajeito minha situação do ensino médio e arrumo meu quarto". Mas pra tudo isso ficar ok eu dependo dos outros. E como os outros me irritam... (Não, eu não to na tpm).
Eu queria morar sozinha, um lugar novo e pequeno... Um lugar meu. Onde eu teria muito espaço pro vazio e seus detalhes. Ainda falta um bocado de tempo pra isso, frustrante.
E pra completar a estranheza do dia ainda recebo um email inesperado. E o que senti em relação à isso? Nada.
Solução para se essa estranheza continuar: implodir.
[Segunda-feira, Outubro 01, 2007]
Eu sofro de não-feminilidade. Se é que essa palavra existe, e mesmo que não exista é disso que eu sofro.
Sofrer entre aspas porque eu não me importo... Mas palavras da minha irmã:" tu tem que ser mais feminina..." O que diabos é isso!?!?! Vestir uma vagina na cara?!
Mulher tem que ser assim, assado, frito, cozido... Eu evacuo pra isso, parafraseando Tony grande bola de pêlo Ramos. Além de tudo eu sou mulher, sou mulher como toda mulher que é extremamente vaidosa. E quem disse que vaidosa não sou? Sou, mas do meu jeito... E tem horas e horas pra se ser assim, eu sou quando eu sou, eu não forço essas coisas. No fim, eu acredito que sempre sou, afinal de contas eu não to com o cabelo desgrenhado por aí, se eu tiver me achando com cara de mosquito eu coloco um lápis, eu visto roupas e mais roupas e tiro e visto de novo até achar uma legal diversas vezes...
Dia em que teu namorado acorda pra ficar te dizendo "tu tem que fazer alguma coisa no cabelo" ou "não usa mais essa calça, é muito feia", apesar de não ser uma grande cobrança gritante sobre minha feminilidade, dá vontade de mandar à merda. Afinal de contas, isso fere a minha feminilidade, logo, eu tenho feminilidade. Se eu não tivesse eu me importaria?
Vai ver eu sou uma pessoa muito "take me as I am" e falho um pouco no "social". Ou então eu só não sou uma mulher sem namorado que "se cuida" horrores pra continuar no mercado do acasalamento, sem grandes julgamentos... afinal de contas é a pura verdade.
Eu não me encaixo muito nisso não... nem muito naquilo...
E sempre foi assim. E eu até me orgulho... porque não?
Afirmo que me satisfaz comprar roupa e acessórios e admito que sapatos muitas vezes me cortam o coração de ver e não comprar porque tá uma cifra absurda. Aí pronto, agora eu sou o que? Fútil ou feminina?
Ah tomar no ... seu cano de evacuação! (mulher falar palavrão é feio, não pooode gente!)